Sua vontade é importante

Essa época de pandemia pegou muita gente de surpresa e nos colocou diante de um novo desafio global. Muitos de nós saímos da nossa zona de conforto, da nossa rotina e fomos colocados em um cenário completamente novo. Como você está lidando com tudo isso? Várias pessoas têm dificuldade de aceitar o novo e inevitavelmente o mundo inteiro foi afetado; hoje, presenciamos um novo estilo de vida comportamental, goste você disso ou não. Realmente não sabemos ainda por quanto tempo perdurará, mas isso não significa o fim da sua carreira. Pelo contrário, pode ser sua grande chance do sucesso. 

No início da pandemia, nas oportunidades que me foram dadas, eu falei frequentemente sobre vencermos a crise por meio de uma nova perspectiva, não focando no problema, mas na oportunidade que ela pode trazer. Porém, ainda me preocupa um grupo de pessoas que são os conformados. Na verdade, a crise em si não é o problema para eles; talvez, eles sempre tiveram essa predisposição a se conformarem com a situação e serem afetados por ela. Quando falo de se conformar, estou falando dessa atitude passiva que alguns têm de olharem a dificuldade e a aceitarem com uma atitude passiva, não fazendo exatamente nada para mudar o curso e apenas se lamentando a respeito do destino fatal. 

Gosto como Joyce Meyer apresenta a questão do rompimento da passividade com o exercício físico. Quanto menos você se estimula, trabalhando pouquíssimo sua força de vontade, maior a tendência de uma postura letárgica. Um fator indispensável e primário para o rompimento do desafio que você está vivendo é a vontade. Muitos assumem esse comportamento, pois estão sendo enganados por sugestões malignas; existe uma prisão em seus pensamentos de uma voz no fundo que diz: “Na verdade eu não quero fazer!” Uma vez que você decide romper a ligação com essa sugestão e passa a dizer dentro: “Eu quero fazer isso! Eu quero mudar!”, então você iniciou o processo de alinhamento do seu destino com seu coração. O primeiro passo para sua mudança é trabalhar o seu querer, é ter vontade. 

Mas por que eu achei interessante o caso do esporte do exemplo de Joyce Meyer? Possivelmente, enquanto vários aproveitaram esse tempo de quarentena para praticar aquele esporte que havia tempo que desejavam, mas não tinham tempo, outros se deixaram levar pela situação e ficaram apenas em casa, totalmente estagnados em frente ao computador ou tablet, assistindo Netflix. Consequentemente, ouvimos vários relatos de pessoas que reclamaram de seus ganhos de gordura corporal. Contudo, apesar da ciência acerca de seu aumento indesejável de peso, no fundo há ainda aquela voz que diz: “Eu não quero fazer atividade física”. As razões podem ser diversas, como o medo da dor causa pelo treino, preguiça entre outras. Porém, aquela antiga desculpa da falta de tempo não “cola mais”. 

Outro ponto interessante é que, quando você quer de fato que algo aconteça, você faz acontecer. É como o rapaz que é atraído por uma garota e não tem nenhuma afinidade com ela. Ele simplesmente busca meios para se aproximar dela. As dificuldades parecem ser tão pequenas quando se tem um objetivo tão claro dentro de si, e a vontade se torna maior do que os obstáculos. Entretanto quando você é dominado por aquela voz maligna que repete que não quer, você vai encontrar todas as justificativas possíveis para permanecer no seu estágio de inércia. Vai colocar a culpa na pandemia, vai dizer que não tem os equipamentos necessários, ou vai colocar a culpa na falta de dinheiro ou na distância da sua casa. Enfim a lista é longa. É sempre aquele sentimento de “depois eu faço” e, quanto menos você faz, menos você quer fazer. Tudo porque, na verdade, dentro de si, você está decidido pelo não querer fazer. 

No Japão, nós também temos sido desafiados em vários pontos. Nessa época onde gastos desnecessários devem ser evitados, o tempo dentro de casa é mais longo, e o corpo se movimenta menos, podendo nos fazer cair na tentação de tomar uma atitude passiva. Com efeito, eu também senti os “sintomas” dessa gorda pandemia. Passando mais horas dentro de casa e comendo mais, eu percebi meu corpo assumindo uma outra forma bem diferente da versão ideal. Além disso, o fato de ficar boa parte do tempo sentado, notei que tenho me cansado rápido, querendo logo sentar em toda oportunidade que tiver. Esses são sintomas de uma estagnação. Diante disso, você tem duas opções: querer mudar ou continuar. No entanto, o grande engano pode ser pensar: “eu vou me render agora; depois eu corro atrás do prejuízo”. Possivelmente, quando você decidir correr atrás do prejuízo, você terá que se esforçar muito mais, e isso te exigirá mais tempo; a menos que você tenha muita força de vontade, pode ser que você deixe a situação descer ladeira abaixo de uma vez. 

Eu gosto de correr num parque perto de casa. Ele é bem arborizado, e só o passar por ali e ver a natureza já me traz um grande refrigério. Quando voltei a correr, eu confesso que me senti pesando uma tonelada e meia como se fosse um hipopótamo. Parecia que cada vez que colocava o pé no chão era um grande peso e precisava de um esforço ainda maior para levantar. Para agravar a experiência, o dia seguinte é terrível. Parece que você sente todos os músculos e ainda outros que não sabia que existia. Mas, à medida que persevero em correr, aquelas dores não são mais como anteriormente, e meu corpo parece se acostumar com o ritmo. Certamente a constância é essencial para seu corpo se adaptar à nova realidade que você quer trazer a ele. Porém, o melhor de tudo é quando ao correr você deixa de focar tanto na dor e passa a curtir o exercício. A sensação de missão cumprida e realização após a atividade é incrivelmente prazerosa e os benefícios são melhores ainda. 

Assim é o trabalhar da vontade. Quanto mais você persevera em assumir o lugar das decisões da sua vida e não viver mais debaixo de justificativas, você assume o controle do seu destino. A passividade é carnal e diabólica. Apesar de trazer uma ilustração do exercício físico, talvez seja outra área que você precisa aplicar na sua vida. Pode ser que tenha negligenciado a vida de oração de leitura da Palavra ou talvez, por não ter um chefe te cobrando diariamente, você ache que a quarenta são férias forçadas que não precisa trabalhar. Seja qual for o seu caso, assume o controle da sua vontade. O primeiro passo é você começar a querer. Junto com essa passividade, vem um monte de outros sentimentos ruins, como a insatisfação, a preguiça e a autocomiseração. Tudo que o diabo gosta. Mas você foi criado para produzir independente da estação! Permaneça na Palavra, e, se a Palavra permanecer em você, você dará muitos frutos independente da estação! Não está gostando dos frutos que está produzindo agora? Então faça algo quanto a isso! Levante-se e mude sua realidade! Pare de apenas esperar em Deus e coopere com Deus! Ele é o que mais torce pelo o seu sucesso!

1 comment

  1. Bruno

    É isso mano!!! 🔥🔥

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